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Cooperação

Seapi e Embrapa firmam parceria para projeto de rastreabilidade

Fernando Dias/ Ascom Seapi - Secretário-adjunto da Seapi, Márcio Madalena, assina acordo ao lado do chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul

O projeto de rastreabilidade individual de bovinos no Rio Grande do Sul deu mais um passo decisivo na última semana, em Bagé. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Embrapa Pecuária Sul formalizaram um acordo de cooperação técnica para avançar e qualificar a implementação do sistema de rastreabilidade bovina no Estado, em alinhamento ao Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O ato ocorreu durante o Dia de Campo da Embrapa Pecuária Sul. 

Nesta etapa do projeto, 307 animais já estão rastreados na região da Campanha. A programação do evento incluiu visita a quatro estações técnicas em Bagé e reuniu mais de mil participantes. 

Pioneirismo 

Segundo o secretário-adjunto da Seapi, Márcio Madalena, o RS liderando um projeto-piloto de rastreabilidade na pecuária, demonstrando o protagonismo no cenário nacional. A iniciativa tem como objetivos acelerar a implementação do sistema no Estado e validar novas tecnologias, com a participação de produtores e o apoio técnico de instituições parceiras. “Vivemos em um mundo dinâmico, onde a tecnologia avança rapidamente. O uso de brincos com chip já é uma realidade, e outras inovações surgem constantemente. O Rio Grande do Sul está inserido nesse contexto e aspira ser protagonista no desenvolvimento dessa discussão”, destaca Madalena. 

Para o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Flores Cardoso, atuar como unidade de referência e laboratório para o sistema de rastreabilidade do RS — que pretende ser pioneiro no Brasil — é motivo de satisfação e compromisso. “Entendemos que esse processo é fundamental para garantir a qualidade da produção pecuária e do produto que chega ao consumidor”, ressalta Cardoso. 

Integração e qualificação 

O plano de trabalho terá 36 meses e prevê a integração de esforços entre as instituições para o desenvolvimento e a validação de tecnologias voltadas à qualificação e ao aprimoramento da rastreabilidade animal. O projeto permite acompanhar e registrar o histórico, a localização e a trajetória de cada bovino, contribuindo para a consolidação do Sistema Estadual de Rastreabilidade Bovina. 

Pelo acordo, a Embrapa será responsável pela disponibilização dos animais para identificação, pelos registros nos sistemas utilizados e pela proposição de melhorias nos processos. Já a Seapi ficará encarregada do fornecimento dos identificadores eletrônicos (brincos ou chips) e da disponibilização do sistema de registro de dados. 

A rastreabilidade garante maior controle sanitário, transparência na cadeia produtiva e ampliação do acesso a mercados internacionais. Com a identificação eletrônica individual, é possível rastrear com precisão a origem, as movimentações e o destino dos bovinos, fortalecendo a credibilidade da pecuária gaúcha. 

Projeto-piloto e novas tecnologias 

Em 2024, o Estado iniciou a identificação individual de bovinos em uma propriedade experimental da Seapi, em Hulha Negra. Nessa etapa, 395 animais foram rastreados, e novas tecnologias — como a biometria nasal — começaram a ser testadas. A identificação única é registrada por meio de brinco ou bóton eletrônico, permitindo o acompanhamento de todo o ciclo produtivo do animal. 

As informações sobre raça, idade, vacinação e movimentações são armazenadas em uma base de dados oficial, garantindo controle sanitário, rastreabilidade e segurança na produção. 

Entre os benefícios esperados estão o aprimoramento da gestão de rebanhos, o reforço do controle sanitário, a prevenção de furtos de animais e o aumento do valor agregado da produção — especialmente em mercados que exigem comprovação de origem. Além disso, o sistema contribui para a valorização ambiental do bioma Pampa e para o reconhecimento da pecuária gaúcha como referência em sustentabilidade. 


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