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Educação

'A luta continua', diz diretora geral do Núcleo do Cpers em Uruguaiana

Foto: Divulgação/Zila Fidell

Após 57 dias de mobilização, chegou ao fim na última terça-feira, 14/1, a greve do magistério do Rio Grande do Sul. Em Assembleia Geral do Cpers em Porto Alegre, a categoria decidiu por 725 a 593 votos, encerrar o movimento, que começou em 18 de novembro de 2019 "por salário em dia, reajuste e nem um direito a menos", como disse o sindicato. O funcionalismo está há quase 50 meses com salários atrasados e cinco anos com congelamento salarial.

Em Uruguaiana, a Escola Paulo Freire aderiu a greve totalmente, e as demais parcialmente.

"Voltamos à sala de aula para preservar o salário da categoria e pelo compromisso com estudantes e a comunidade escolar. Ao contrário de Eduardo Leite, nós temos responsabilidade com nossos alunos", afirmou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.

A deliberação aprovada incluiu a exigência do pagamento dos dias parados e a construção de um calendário de mobilização para derrotar o pacote do Governo do Estado, que seria votado em dezembro de 2019, mas foi adiado. No dia 27 de janeiro, o PL do magistério deve voltar a pauta na Assembleia.

A diretora geral do Núcleo 21 do CPERS, Zila Teresinha Soares Fidell, em entrevista a nossa reportagem disse que foi uma greve histórica, que contou com o apoio da população gaúcha. "A gente retomou em respeito e compromisso com os estudantes e a comunidade que nos deram muito apoio. Por isso, que a maioria que estava lá, votou pela suspensão da greve, também para preservar os salários da categoria, já que a partir do mês que vem ele (governador) não ia pagar", ressaltou. "A luta continua. Foi uma greve histórica, a gente nunca viu uma greve maciça. Muitas escolas que nunca haviam paralisado, aderiram 100%. Vimos os pais nos dando apoio, nunca tivemos tanto apoio da comunidade como nesta greve", pontuou.

Calendário de reposição

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) divulgou uma sugestão de calendário de reposição das aulas, que já iniciou ontem, 15/1, e encerra em 27 de fevereiro, embora as escolas tenham autonomia para organizar a recuperação.

Em Uruguaiana somente a escola Paulo Freire aderiu 100% a greve. De acordo com a escola, antes da greve iniciar, faltavam 24 dias para completar os 200 dias letivos. A escola vai se reunir com todos funcionários e demais interessados, para traçar o plano de recuperação.

  

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