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bioenergia

Assinado protocolo de intenções para instalação de usina de etanol em Santiago

Município distante 320 km de Uruguaiana sediará investimento que chega a R$ 75 milhões e poderá produzir dez milhões de litros de etanol por ano.

Gabriela Barcellos
Foto: Divulgação

Na terça-feira, 23/8, o governo do Estado assinou um protocolo de intenções com a empresa CB Bioenergia para a instalação de uma indústria de etanol no município de Santiago, distante 320 quilômetros de Uruguaiana. O documento estabelece ações articuladas para viabilizar o investimento de R$ 35 milhões por meio de programas de incentivo e a estimativa é de que a estrutura possa produzir dez milhões de litros de etanol por ano.

No protocolo de intenções ficou especificado que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico irá viabilizar a tramitação do projeto da empresa no Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem/RS) e no Programa de Harmonização do Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Sul (Integrar RS). Também ficaram estabelecidas ações da Secretaria da Fazenda, como o diferimento do pagamento de ICMS devido nas aquisições de máquinas e equipamentos de fornecedores localizados no RS, assim como de acessórios, sobressalentes e ferramentas que acompanhem esses bens e que sejam produzidos no Estado.

A iniciativa está dentro do contexto da Política Estadual de Estímulo à Produção de Etanol, instituída em lei sancionada no ano passado, a partir da qual foi criado o Programa Estadual de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Etanol (Pró-Etanol), com o qual o empreendimento da CB Bioenergia também será beneficiado. O programa tem como objetivo fomentar a cadeia produtiva e ampliar a produção do biocombustível aproveitando especialmente as culturas de inverno como insumos.

Hoje, o Rio Grande do Sul produz 1% da sua demanda interna de etanol. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Joel Maraschin, com as ações empreendidas, o Estado tem potencial para alcançar a autossuficiência. "O Estado deve fechar esta década produzindo até 50% da demanda para o consumo interno", projetou Maraschin. "Energia é desenvolvimento e esse segmento de biocombustíveis ganha cada vez mais espaço e fomenta a nossa economia."

A planta industrial custará R$ 35 milhões. Com a estrutura de equipamentos e armazenagem para a produção agrícola, o investimento da empresa chega a R$ 75 milhões. Ao contrário da maioria das fábricas do país, ela não funcionará com cana-de-açúcar, mas beneficiando trigo, triticale e milho. O etanol produzido terá como público-alvo o mercado de aviação agrícola e distribuidoras de combustível, para misturar com gasolina. A previsão é de que a unidade inicie suas operações no primeiro semestre de 2023.

A unidade industrial compreenderá ainda uma fábrica de ração animal para suínos, equinos e bovinos produzida a partir dos DDGS (resíduos do processo fermentativo dos grãos para a produção do etanol). O local deve produzir 15 milhões de toneladas de ração por ano. O protocolo ainda estabelece a geração de pelo menos 50 empregos diretos com a instalação do complexo industrial.


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