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World Master

Lutador de Uruguaiana é bicampeão mundial de Jiu-Jitsu

Alex Silva ganhou o título no torneio que ocorreu em Las Vegas e contava com cerca de oito mil atletas.

Michelle Khouri
Foto: Divulgação

O atleta de Uruguaiana, Alex Silva, conquistou o título de bicampeão mundial master de Jiu-Jitsu. O campeonato foi disputado entre a última quinta-feira, 1/9 e o sábado, 3/9, em Las Vegas, nos Estados Unidos da América.

O torneio World Master Jiu-Jitsu é anual e, neste ano, foram mais de oito mil atletas disputando as medalhas em diferentes categorias. Em 2019, Alex também disputou o campeonato e levou o título de primeiro lugar. Ele conta que nos dois últimos anos o país não permitia a entrada de estrangeiros e, por isso, agora em 2022 foi a retomada do evento, que é o maior torneio de Jiu-Jitsu do mundo.

Nesse ano, na chave de lutas em que Alex estava eram composta por nove atletas. Ele era o único brasileiro e competiu com outros oito lutadores americanos. "Os americanos são muito competitivos. Eles têm muito enraizado na cultura deles a competição e eles vêm com muita vontade de ganhar e de lutar. Competir em uma chave composta só por americanos já demonstra a quantidade de pessoas é preciso enfrentar para chegar à final do torneio"

Alex é carioca, mas vive em Uruguaiana desde 2010. Faixa roxa, ele conta que pratica o esporte há mais de sete anos. Além disso, o lutador também é policial. Atualmente, ele ocupa o cargo de chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da delegacia Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Uruguaiana. "Para a profissão é muito importante saber algum tipo de arte marcial e defesa pessoal para poder complementar as atividades operacionais", conta.

Ele também conta que a motivação inicial para iniciar a luta foi a perda de peso, mas acabou se apaixonando pelo esporte. "Eu sempre fui atleta, sempre corri, mas não conseguia perder peso. Quando eu comecei a treinar Jiu-Jitsu eu perdi 30kg e isso me motivou a seguir no esporte. Inicialmente a motivação para seguir no esporte era a perda de peso, depois eu fui gostando e me adaptando às competições e me desafiando", conta o atleta que já foi campeão brasileiro e campeão sul-americano em 2021.

A preparação para o torneio demora cerca de oito meses e é feita com o auxílio de um preparador físico. "Quando vou competir eu treino com o Daian de Souza a parte física e na academia com o professor Bipe Bastos", explica.

Para o lutador, esse título simboliza a retomada pós-covid-19. "Acredito que esse é um marco da volta à normalidade, um desafio que a gente conseguiu superar e manter a saúde física e mental", conta. Para Uruguaiana o momento é simbólico uma vez que é a segunda vez que o atleta leva o nome da cidade no Jiu-Jítsu.

"A maioria dos atletas são estrangeiros e muitas vezes não conhecem nem a região. Quando uma medalha dessas sai e vai para o interior do Rio Grande do Sul, é motivo de muita satisfação, porque leva o nome do esporte e da cidade, deixando a representatividade no mundo do jiu-jitsu", finaliza.


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