URUGUAIANA JN PREVISÃO
Rubens Montardo Junior

A Fórmula de Bhaskara

Vi um jovem questionar sobre certas disciplinas que dependendo da profissão escolhida, são completamente inúteis e, para ilustrar sua preocupação, destacava a fórmula de Bhaskara. Pode um ser humano atingir um alto nível de conhecimento sem ter sido aprestado a esta fórmula? Podemos insistir na transmissão de disciplinas de oceânica inutilidade aos educandos? Quando vamos repensar a questão educacional, com seriedade e responsabilidade? A educação brasileira merece uma reformulação, visando à qualidade, dando ênfase aos conhecimentos gerais, com destaque para língua portuguesa, literatura, história e geografia, por exemplo. Com o advento da internet e a entrada no mundo digital, creio que precisamos repensar disciplinas e métodos na formação de nossos estudantes. Precisamos tornar o processo educacional atrativo e motivacional para crianças e jovens. Estamos em meio a uma campanha eleitoral, oportunidade em que os brasileiros escolherão o novo presidente da República, os governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Contudo, até o presente momento, não vejo ninguém apresentar propostas concretas, sérias e viáveis, para temas importantes e que necessitam de enfrentamento pelos poderes executivo e legislativo. O primeiro deles, em meu entendimento, é a Educação. Único caminho viável para diminuição das desigualdades sociais e proporcionar oportunidades para todos. Não adianta só falar e apresentar soluções mágicas no período eleitoral, apenas para ganhar a simpatia dos eleitores ou dizer que apresentou alguma proposta. Precisamos de investimentos de grande monta na educação pública. Precisamos que a Educação seja realmente uma prioridade de governo.

Oportunidade

Portugal, Itália e Espanha, nos últimos anos, têm facilitado a concessão de cidadania aos estrangeiros, principalmente aos jovens, pois a população destes países envelheceu e uma baixíssima taxa de natalidade preocupa seus governantes.

Bandalheira

No Brasil, certos fatos caem rápido no esquecimento, por exemplo, a farra no pagamento de caches milionários por Prefeituras para determinados cantores ou duplas sertanejas. Valores exorbitantes e que deveriam ser aplicados, em infraestrutura, saúde pública e educação de qualidade. Uma imoralidade! Quem deveria fiscalizar?

Pesquisas

Nas últimas semanas, temos acompanhado a divulgação de pesquisas de intenção de votos devidamente registradas na Justiça Eleitoral. O que chama atenção são números bem diferentes entre alguns institutos que realizam este trabalho.

Ranking

O uso de dinheiro público nas campanhas a deputado federal mais do que dobrou. Foi R$ 1 bilhão em 2018, mas já chega a R$ 2,5 bilhões em 2022, a pouco mais de uma semana da eleição. Com o crescimento, essa verba já corresponde a 45% de tudo o que foi usado até agora nas eleições (incluindo todos os candidatos). O repasse desses recursos indica as prioridades de cada legenda. As siglas repassam mais dinheiro aos candidatos que mais apostam ter chances para conseguir um mandato na Câmara. Por enquanto, lideram a lista: Joice Hasselmann (SP), Geovania de Sá (SC), Fabio Marcelo (MA), Heloisa Helena (RJ), José Serra (SP), Paulo Barbosa (SP), Fabiola Cabral (PE), Kassyo Ramos (AP), Maria Arraes (PE) e Glaustin da Fokus (GO).  

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