URUGUAIANA JN PREVISÃO
Marisele Velasques

Lápis cor da pele

Em sala de aula sempre se ouve algum aluno pedir emprestado ou perguntar sobre o lápis cor da pele. Durante décadas se identificava a cor rosa bem clarinha ou o bege fraco com esse nome, mas agora com a ajuda dos professores, é necessário desconstruir essa informação que com um simples olhar ao redor já confirma que está errada.
Por muito tempo os livros didáticos foram ilustrados com crianças de cor clara e cabelos loiros, nós alunos dos anos 80, 90 e 2000, sabemos muito bem disso. Porém, com o passar dos anos foi identificada a necessidade da representatividade de outros grupos que são a grande maioria na população brasileira por fotos e desenhos. Negros, indígenas, pardos, asiáticos e outras etnias começaram a deixar esses materiais mais democráticos e perto do que é a realidade do povo no Brasil.
Certa vez em uma papelaria vi uma caixa de lápis de cor com tons de peles, e achei linda! Até que enfim uma empresa se preocupou em representar tantos povos. A saída para ensinar qual é o lápis cor da pele é pedir para que os alunos os aproximem de seus braços e compare qual se parece mais, da mesma forma com os cabelos. E depois com essa nova informação observar as cores de peles dos colegas. A conclusão será que existem muitas cores e não apenas um lápis específico para isso. E finalmente aprendem a pedir o rosa claro ou bege, seus verdadeiros nomes.
Sabemos que essa forma de identificar uma cor é pelo vício de linguagem aprendido por gerações passadas, mas a educação tem esse papel de construir, questionar, repensar e se necessário, desconstruir. Pois o tal da cor da pele já não existe mais, agora finalmente foi percebido que temos várias cores. O Criador caprichou em sua criação!

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