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Cátia Liczbinski

Dia Mundial do Meio Ambiente: o que comemorar?

Em 1972, entre os dias 5 e 16 de junho, ocorreu em Estocolmo a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento e Meio Ambiente Humano, primeiro encontro internacional para refletir sobre os problemas ambientais. Neste encontro, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente.
Neste ano de 2022, nos dias 2 e 3 de junho, foi realizado na Suécia o evento Estocolmo+50 para relembrar o primeiro encontro da época "Uma Só Terra", e continuar a busca por soluções para a preservação ambiental e sustentabilidade.  
Desde o primeiro encontro até hoje, muitos problemas são identificados. Em pleno século XXI, por exemplo, a China começa somente agora a proibir o consumo de alguns animais silvestres e domésticos dos mercados populares e estabelecer medidas de controle sanitário mínimas, mas continua juntamente com os Estados Unidos a serem os dois maiores poluidores do mundo.
No Brasil, percebem-se as tragédias nas cidades e no campo diante da seca e das chuvas intensas. As agressões ao planeta continuam, como desmatamento, superexploração dos recursos e poluição, eventos climáticos extremos, tempestades, secas prolongadas, e a propagação de doenças.
A União Europeia, após séculos de exploração ambiental desenfreada, trabalha atualmente com propostas econômicas para ajudar a combater a crise climática e a desigualdade socioeconômica, considerando a energia renovável e eficiência nos usos dos recursos da natureza, propondo a eliminação máxima dos lançamentos de resíduos da indústria e do comércio.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), por meio do Relatório Fronteiras 2022 expõe os riscos relacionados ao meio ambiente com impactos negativos para a humanidade. Como problemas para o bem-estar e a saúde pública identificou-se a poluição sonora nos centros urbanos que pode resultar em doenças cardíacas, diabetes, de audição e distúrbios mentais. Na União Europeia a poluição sonora ocasionou 12 mil mortes prematuras. Os mais atingidos são aqueles que moram próximos a estradas e rodovias, jovens e idosos. Esse problema também afeta animais.
A pesquisa também afirma que os incêndios crescem no mundo, atingindo novos locais. Entre 2002 e 2016, uma área do tamanho da União Europeia foi queimada no mundo, cerca de 4,2 milhões de quilômetros quadrados. Nos últimos anos, ocorreram grandes incêndios nos Estados Unidos, Austrália e Grécia. Como causas da piora tem-se os fenômenos humanos, como desflorestamento, queimadas, expansão urbana e exploração comercial de madeira. São práticas comuns na América Latina. Em 2019, mais de seis milhões de hectares foram queimados em áreas da Bolívia, Brasil, Colômbia, Peru e Paraguai.
Entre os prejuízos causados pelos incêndios estão a perda de vidas, a evacuação de populações de suas casas e poluição dos ares em áreas para além do local dos incêndios, além de prejuízos à biodiversidade.
O relatório afirma que as mudanças climáticas impactam nos ciclos de vida de plantas e animais. As plantas mudam seu ciclo, em desajuste com animais herbívoros, dificultando as formas de alimentação destes, trazendo consequências para a produção de alimentos e para a captura e processamento de animais com fins alimentares.
Outro ponto preocupante é a enorme quantidade de lixo descartada erroneamente todos os dias, como latas de alumínio, vidros, plásticos e papéis causando a destruição da natureza e a morte de espécies de animais, consequência do consumo de produtos desnecessários e sem responsabilidade.
A necessidade do incentivo ao aterro sanitário, para receber e processar os Resíduos Sólidos Urbanos, o chamado lixo urbano, destinando de modo adequado restos de alimentos, plástico, metais, papel, etc. com tratamento de efluentes, logística reversa, geração de energia pelo biogás.
Assim, cada pessoa precisa fazer a sua parte e cobrar do governo políticas públicas que incentivem práticas sustentáveis para evitar a degradação ambiental. O setor empresarial e agrícola precisam ampliar as práticas de sustentabilidade e a sociedade pode colaborar com ações como: não desperdiçar alimentos, economizar água e energia, evitar o uso constante do carro, reciclar, reaproveitar, não maltratar os animais, comprar só o que necessita, evitar o uso de agrotóxicos, jogar o lixo nos locais adequados, não contribuir com a poluição visual e sonora e ensinar outras pessoas sobre formas de preservar o meio ambiente.

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