Uruguaiana, sábado,

CARNAVAL 2015 - As Sinopses 2015

Home / Carnaval 2015 / As Sinopses
ilha-marduque-escudo

“Trancados na noite, milênios afora,
Forçamos agora as portas do dia.
Faremos um povo de igual rebeldia.
Faremos um povo de bantus iguais
Na só Casa Grande do Pai”

Pedro Tierra e Robertinho Silva

Negros, meus irmãos: Estamos chegando, do fundo da terra, do ventre da noite, da carne do açoite, viemos lembrar.
Estamos chegando da morte dos mares, dos turvos porões, viemos chorar.
Estamos chegando dos pretos rosários, dos nossos terreiros, viemos rezar.
Estamos chegando das velhas senzalas, das novas favelas, viemos dançar.
Estamos chegando do chão dos quilombos, no som dos tambores, dos novos Palmares, viemos lutar.
E nessa avenida, saudamos a vida. Querida, vivida...
Santificado altar.
Abençoada seja nossa união, de paz, amor, unidos na fé da igualdade e na liberdade.

Celebramos Zumbi, símbolo da resistência dos nossos antepassados. Eles foram trazidos da Mãe-África, separados de seu povo e sua família, mão-de-obra barata à luz dos olhos da ganância e da ambição, nos canaviais, nas minas, e encheram, desde então, as senzalas, os cais, as favelas, os bordéis, as ruas...
Houvesse a Igreja da época marcado presença mais na Senzala do que na Casa Grande, mais nos Quilombos do que nas Cortes, outros teriam sido os rumos da História do Brasil, outra teria sido a contribuição do negro ao nosso desenvolvimento.
Em nome do Deus de todos os nomes, Javé, Olorum, Oió.
Em nome do Deus que a todos os homens nos faz da ternura e do pó.
Em nome do pai, que faz toda a carne, a preta e a branca, vermelhas no sangue.
Em nome do filho, que nasceu moreno, da raça de Abraão. Em nome do Espírito Santo, bandeira do canto do negro folião. Em nome do Povo que fez seus Palmares, que ainda fará Palmares de novo, Palmares, Palmares, Palmares do povo!!!

Trazemos nos olhos as águas dos rios, o brilho dos peixes, a sombra da mata, o orvalho da noite, o espanto da caça, a dança dos ventos, a lua de prata.
Trazemos o fruto do nosso labor, do suor do cansaço, do tanto de dor...
Trazemos nos olhos o mundo, Senhor!

O som do atabaque marcando a cadência dos negros batuques nas noites imensas da África Negra, da Negra Bahia, das Minas Gerais, os surdos lamentos, calados tormentos...
Ofertamos a nossa alegria... Nossa vida...
Os pés nos terreiros, nas rodas de samba... Olerê, Olará...
Oxalá! Saravá! Libertos, iguais... No canto, na paz...
Essa é nossa verdadeira comunhão... Onde reencontramos nosso passado feliz, onde reconstruímos nossa raiz...
O samba se faz oração... Livre, o negro vive a redenção...

Banzo da terra que será nossa, de todos na liberdade, da vida que vai ser outra, do Reino, maior saudade. Saudade da Terra e dos Céus.
Os Negros da África, os Negros do Mundo, na aliança com todos os pobres da Terra.
Seremos o Povo dos Povos, livre dos senhores, senhores de nós, filhos do Senhor...
Sendo o Negro o Negro, sendo o Índio o índio, sendo cada um como nos tem feito a mão de Olorum.
Seremos Zumbis, dos novos Quilombos queridos. Nos muros remidos da nossa cidade, nos campos por fim repartidos, seremos a Lei da nova Irmandade.
E à espera do Quilombo dos céus, os braços erguidos, os povos unidos serão a muralha ao Medo e ao Mal. Aurora desperta nos olhos do povo, da Terra liberta no QUILOMBO NOVO...
E a Ilha do Marduque, na voz, no batuque, clama por igualdade e liberdade...
E vamos em paz, negros, brancos, todos iguais...




cova-da-onca-escudo

Jorge é um homem simples da comunidade do Alto do Bronze, região da periferia de Uruguaiana. O pai não conheceu, pois faleceu antes mesmo de seu nascimento. A mãe, Dona Maria do Socorro, sozinha e com um filho pra criar, entregou a vida do filho a Ogum, pois era ela, também, filha desse orixá.

O filho, no entanto, cresceu sem ter muito contato com a Umbanda, religião praticada pela mãe. Na verdade, não era praticante de nenhuma religião, mas tinha sempre pendurada ao pescoço uma medalhinha do seu protetor.

Jorge cresceu, se aperfeiçoou na arte de moldar metais e fazer lindos trabalhos. Ao mesmo tempo, nutriu um amor incondicional à Cova da Onça, escola de Samba também abençoada pelo protetor e que o fazia fugir de todo e qualquer problema nas noites a fio de ensaio de sua Bateria Furiosa. Ele também é um dos mais experientes ritmistas que a escola já teve, tocando tamborim como ninguém!

Contudo, chegou um tempo em sua vida que as coisas não iam muito bem: o trabalho diminuiu, as contas começaram aparecer... Mas como não pode deixar de ser, um pai, um amigo, jamais deixa sua cria cair diante das dificuldades. Num dia, remexendo em coisas velhas na casa da mãe, Jorge encontra um pequeno livreto que contava uma história do tempo do Império Romano. Nessa história, havia um cavaleiro que foi torturado e perseguido por sua fé ao cristianismo. Este, natural da Capadócia (atual Turquia), conta a lenda, teria lutado contra um dragão para salvar a princesa da região, matando-o e conquistando a mão daquela que seria para sempre sua amada.

Tudo que leu naquele momento deixou Jorge muito curioso, pois mesmo com a fé que tinha no Santo Guerreiro não se tinha perguntado ainda sobre a origem e a história do seu protetor.

No outro dia, muito interessado, Jorge foi perguntar à mãe um pouco mais sobre seu vínculo com a religião de origem africana. Dona Maria, neta de escravos, jamais deixou de lado a cultura que seus ancestrais trouxeram da África. Contou ao filho que, pelas perseguições que sofriam, muitas eram as maneiras de camuflar o culto aos orixás. Mas era nas noites, fosse nas senzalas ou nos Quilombos criados pelos negros “fugidios”, que se ecoava o som dos tambores, pulsar que até hoje é um chamado aos orixás. Era uma verdadeira festa da libertação! E, como não poderia deixar de ser, congregando as inúmeras nações africanas, o batuque, a festa aos pais, era o ponto culminante, onde mães e pais em santo reverenciavam seus orixás.

Jorge ficou encantando com tanta riqueza de uma cultura da qual conhecia, mas nunca havia procurado desvendar para si. Ao fundo, uma canção dizia: “Jorge é de Capadócia, viva Jorge! Jorge é de Capadócia, salve Jorge!”... Seria um sinal de que seu santo protetor o guiava a novos caminhos? Sabia e tinha consciência que São Jorge era um santo querido pelo povo, extremamente popular, presente em inúmeras manifestações culturais, o que confirmava ainda mais a sua fé e amor pelo seu guardião.

E nisso, deu-se conta de uma coisa: ele e a sua escola de samba amada, a Cova da Onça, eram protegidos pelas armas de Jorge. Ao chegar na recém inaugurada Arena da Capadócia, casa da Onça, se depara com algo extraordinário: uma procissão em honra ao padroeiro da escola. Jorge vai às lágrimas! Lembra, naquele momento, de cada um dos 16 campeonatos conquistados ao longo dos 44 anos da sua escola do coração. Vê as baianas, jogando pétalas de flores vermelhas pelo caminho por onde segue a procissão. A devoção do povo estampada em imagens das mais variadas, plasmada no típico sincretismo religioso brasileiro.

Uma exaltação o toma e enche seu coração de esperança, amor, alegria... um hino criado ao Santo protetor que diz: “Do Alto do Bronze chegou, São Jorge guerreiro chegou!” A alma daquele ritmista estremeceu de emoção e não pensou duas vezes em alçar seu tamborim e tocar com toda sua garra para festejar o maior santo popular do Brasil e padroeiro da Cova da Onça: São Jorge da Capadócia.

E que em 2015, na avenida do samba, que o Santo Guerreiro guie a Cova com sua espada de luz! Ogum Iê!




os-rouxinois-escudo

Hei de ser muito valente.
Das tropas irei à frente,
Com passo nobre e viril!
Diante do mundo inteiro,
Hei de ser um brasileiro
Capaz de honrar o Brasil!

“Hei de ter orgulho e sentimento, marcados do meu coração e na memória hei de fazer sempre jus aos fatos de minhas raízes”. Através da Guerra do Paraguai que teve seu início no ano de 1864, a partir da ambição do ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia do Prata. Ele aproveitou-se da fraca defesa brasileira para invadi-la e conquistá-la. Através do território que pertencia ao Brasil, seu próximo alvo foi o Rio Grande do Sul, mas, para atingi-lo, necessitava passar pela Argentina. Então, invadiu e tomou Corrientes, província Argentina que, naquela época, era governada por Mitre. Decididos a não mais serem ameaçados e dominados pelo ditador Solano Lopes, Argentina, Brasil e Uruguai uniram suas forças em 1° de maio de 1865 através de acordo conhecido como a Tríplice Aliança. A partir daí, os três países lutaram juntos para deterem o Paraguai, que foi vencido na batalha naval e também na luta de Uruguaiana.

Uruguaiana cidade princesa
Que tem de tudo o que a gente precisa
Além de teres bastante beleza
É sentinela da nossa divisa
És a cidade costeira do pago
Lá onde o rio grande termina
E as do rio Uruguai
É quem separa o Brasil da Argentina

Uruguaiana, em fatos históricos, ainda terra que antes habitadas pelos índios charruas, depois comerciantes e estancieiros, o qual tem o valor destes, e marcando o histórico da retomada de Uruguaiana, foi erguido o Obelisco do Centenário, inaugurado em 1965. A cerimônia de Retomada contou com a participação do Exército Brasileiro e de um grupo de cavalarianos, portando as bandeiras do império brasileiro. Prestando homenagem aos seus heróis. A cidade tem grande importância estratégica comercial internacional, tendo em vista que está localizada equidistante de Porto Alegre, Montevidéu, Buenos Aires e Assunção. Em 31 de dezembro de 1884, antecipando-se à proclamação da Lei Áurea (ano de 1888), efetuou a abolição da escravidão no território municipal, conforme Ata da Sessão Extraordinária Comemorativa da Redenção dos Escravos da Cidade e Município de Uruguaiana. Fincando marca registrada com a criação do Brasão da cidade de Uruguaiana, um grande apelo de amor de seus governantes e notórios munícipes que iniciaram sua população. Uruguaiana, como demonstrado no seu brasão, orgulha-se de ter sido uma das primeiras cidades do Brasil a libertar seus escravos

Ser uruguaianense...não tem preço...
Na lembrança, lá, eu apareço,
No travesseiro que umedeço,
Lembro que, lá, eu cresço.

Bem como devido à importância na produção agropecuária nacional, ostentando a liderança na produção de arroz (por ser o maior produtor da América Latina do grão) e gado bovino,Ovino e bubalino (município líder no estado); e o comércio exterior, este último devido a vasta infra-estrutura portuária do maior porto seco da América Latina, se tornando numa cidade cosmopolita. A cidade orgulha-se de ser a pioneira no refino de petróleo no Brasil, pois, em 1932, foi construída a Refinaria Riograndense de Petróleo, impulsionou Uruguaiana a notoriedade internacional, devido a importância econômica, militar e social que esta refinaria representava na época. Em 21 de maio de 1947, foi inaugurada pelos presidentes Eurico Gaspar Dutra, do Brasil, e Juan Domingo Perón, da Argentina, a Ponte Internacional Rodoferroviária Getúlio Vargas/Agustín P. Justo, sobre o rio Uruguai, ligando Uruguaiana à cidade argentina de Paso de los Libres, com ajuda, na parte brasileira, de militares e civis. Na época de sua construção, foi a maior obra de engenharia da América Latina. No inicio do século XX, Luís Betinelli, foi premiado em Paris (França), pelo vinho produzido aqui em Uruguaiana. Foi premiado na categoria ‘Qualidade Técnica’. Durante sua execução, finalizada em 2008, foram criadas tecnologias, produtos e processos que o tornaram digno do prêmio.

Hoje quero voltar para teus braços
Minha terra querida, para o aconchego
E os amigos e familiares.
Desse Uruguaiana que nunca esqueci.

Uruguaiana possui com obras belíssimas a Catedral Sant’Ana, sendo construída entre os anos de 1861 e 1874. Ela se originou com a paróquia de Santana, criada pela lei provincial 58, de 29 de maio de 1846, juntamente com a cidade de Uruguaiana, que ao longo do tempo tornou-se referência em educação e cultura no Estado. Com o “Movimento Farroupilha” (Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha foi como ficou conhecida) o Rio Grande do Sul iniciou seu processo de formação e em uma delas foi a dança regional, uma das mais antigas Danças Populares brasileiras e a mais típica representação do Rio Grande do Sul que é o “fandango” e nossa cidade se orgulha de permanecer e incentivar nossos filhos por nossas raízes culturais. Uruguaiana também é conhecida como o principal palco da Califórnia da Canção Nativa (patrimônio cultural e histórico do estado, criado em 1971), tendo em vista que é em Uruguaiana onde ocorrem as finais deste evento. Orgulha-se de ter o melhor carnaval de rua do Rio Grande do Sul considerado por alguns especialistas como o 3° melhor do Brasil. Local mais conhecido como passarela do samba, é possível encontrar celebridades de outros carnavais do País. O Carnaval tornou-se sucesso por acontecer fora de época, ocorrendo em março de cada ano, ao contrário como ocorre nas demais cidades do país. OS ROUXINÓIS erguido ao longo de nossa história pede passagem para contar em “canto, beleza e vibração” a ação sociocultural nesse encontro mágico e poético chamado Carnaval.




bambas-da-alegria-escudo

Sonhava com o azul da terra e o prata do luar,
Sonhava ser astronauta
Da janela de casa namorava o espaço... e viajava
Tentava em vão contar as estrelas
Rabiscava no chão, de giz na mão, meus mundos e naves fantásticas
Minha lua era de papel
Mas brilhava e boiava no céu...linda !
Eu era um bravo herói no universo do meu quarto
Guri inquieto sonhando se jogar, voar e flutuar, bem lá no alto
Queria ir até lá bater bola, chutar
Brincar de esconder ...
Sonhava que a lua era o meu quintal
O meu cantinho embandeirado pelas roupas no varal, ali vi meu samba nascer ...
O moleque descobria a fé
Sonhava com a lua, que agora para mim era morada, residência,
Lar de um Santo, a casa de Jorge!
Sonhava devoto dos Orixás
Sonhava com a fé
E admirado com as lendas, ouvi sobre Jaci,
Sobre o lobisomem que surgia com a lua cheia,
E o povo jurava que existia!
Ouvia no meu quintal os contos, bem em volta da fogueira,
que estalava ao fabricar estrelinhas!
Ouvia sobre as crenças, pedia bênção e sonhava... sempre com a lua
Atrás de casa, o meu terreiro, já reunia a família
No samba de roda, com arruda e Jorge, nascia a Alegria
Agora eu era "homem feito", por fora ,na verdade ainda era criança
E sonhava me apaixonar a luz da lua
Buscava no coração a minha inspiração, nas cordas da viola, nas modas, no dom da divina criação o verbo para fazer canção!
Sob os raios da luz do luar, sambava miudinho, cortejava as cabrochas, seduzia ...
Com freqüência, de prata me vestia, iluminado por aquela luz, o sorriso da "Dindinha";
Queria incorporar a alma da minha musa
O seu beijo suave, sua magia e ternura
Queria ser amante e namorado
Ficar de caso com ela, a mulher de fases, a DONA LUA ...
Nova e cheia, rodando,
Crescente e minguante ,bailando,
Sambando e girando como eu sonhava
Baiana garbosa no enredo do meu samba ...
Senhora da noite no carnaval da minha cidade!

Eu sempre sonhava com a lua
Sempre fui criança, e meu quintal agora era um ninho!
Minha vida agora era no samba, e a minha escola, que já foi bloco ...
Agora era Bamba !
Era, e é a casa da Alegria!
Dos meus pierrôs e colombinas...
Dos arlequins, de um certo tom de comédia
Pois sambamos pra sorrir, pra viver ...
E se emocionar também num teatro a céu aberto
Extensão da avenida, o palco da minha poesia !
Sonhei ser astronauta, eu precisei voar!
Sonhei ser um homem de fé, eu precisei acreditar!
Sonhei ser a paixão, eu precisei amar!
Sonhei ser folião, eu precisei sambar!
Eu sempre sonhei com a lua desfilando a sua poesia na casa da folia...
Eu sonhei ser e sou, eu sempre serei um Bamba na Alegria!
Nós sonhamos com a lua...




deuchucha-na-zebra-escudo

Vou sonhar e virar criança ser livre e voar
Feito pipas no Céu, riscando a imensidão,
Soltar balões no ar, correr e brincar...

Sorriso de criança, inocência e esperança,
Esperança de alcançar a paz, e construir um mundo melhor
Voa minha pomba e pinte o céu em suas cores
Hoje minha escola não será preto e branco será multicor...

Feito bolas de ar, copiando do arco- íris para enfeitar com lápis de cor minha festa...
Volto a ser criança e vejo um lindo sorriso de um palhaço,
A grande lona de um circo místico, que arranca gargalhadas cheias de mistérios e surpresa
Vida de palhaço, vida de criança...

E nesse sonho alcanço as estrelas, meu paraíso singular
Estrelas brilham no céu iluminando o meu saber
Saber que busco nos livros e pinto o papel
Hoje minha nave espacial é o livro nesta jornada do saber...

Onde a literatura infantil me permite parar de crescer
Hoje serei o que imaginar, palhaço, pirata, príncipe ou ter super poder...

Posso tudo, pois como criança tenho o saber
Com um papel e lápis brinco de aprender...
Abro o baú da imaginação e deixo fluir
Agradeço aos mestres que me ensinaram brincar de ler...

Brincar de ser feliz, assim como uma criança
Hoje vou brincar e ser feliz...
Voa minha pomba e leve meus sonhos...
E se der certo vou alcançar um sonho guardado aqui dentro do meu peito
E vou gritar como gente grande, é carnaval
E a escola Deu Chucha na Zebra é a campeã!




imperio-serrano-escudo

Hoje tem Espetáculo! Senhoras e Senhores!
O espetáculo vai começar na avenida de Uruguaiana: palhaços , feras, malabaristas e lindas mulheres anunciam a chegada do grande Circo verde e branco na cidade. O circo vem trazendo seus nômades saltimbancos, fascinando toda a gente levando o sonho e a alegria a todos e de todas as idades.
A lona agora é o céu que se enche de cores vivas, cores multicoloridas espalhando alegria, surpresas, e diversão.E quem traz esta magia para visitar os pampas nestes dias de folia é o Império Serrano, que vem mostrar toda a história do circo e seus nômades artistas, saltimbancos por vocação.
Equilibristas e contorcionistas já encantavam os imperadores chineses na China de 5000 AC.
Contorcionistas já se entortavam na olímpica Grécia da antiguidade clássica.
Também na distante antiguidade do Egito, domadores capturavam animais selvagens e os traziam para cidade para apresentá-los em desfiles.

No Império Romano, os engolidores de fogo divertiam a grande plateia do Circus Maximus nos intervalos das corridas de carruagem e das lutas dos gladiadores. E mesmo depois do grande incêndio que destrói o grande circo, o Império romano segue com seus artistas, agora no Coliseu de Roma, obra que até hoje impressiona por sua grandiosidade a todos que passam pela capital italiana.
Saltimbancos se espalham pelas cidades, pelos países, e pelos continentes, ora ciganos, ora nômades. Na maneira de viver, vão espalhando alegria pelo mundo.
O palhaço se equilibrava na Inglaterra do século XVIII, fazendo a alegria das pessoas, com piruetas sobre o cavalo. Fizeram tanto sucesso que foram ocupando mais espaços no picadeiro, e este palco surge em terras reais de Londres.

O circo e os saltimbancos se tornam inspiração para sonhos e fábulas são escritas para encantar a todos. Uma destas estórias fala de um grupo de artistas musicais que surgem no mesmo século XVIII. Quem conta essa historia são os irmãos Grimn, que juntam um burro, um cachorro, um gato, e um galo. Estes amigos se cansam de serem maltratados e fogem dos seus donos, partem em busca da felicidade. Os quatro amigos saltimbancos musicais, encontram a felicidade numa lona de circo, que lhes proporciona fama, liberdade e alegria.
Alegria que os saltimbancos Trapalhões, palhaços no ofício, espalharam em todas as telas dos cinemas no Brasil. Aqui na grande tela, o burro e o cachorro possuem uma amizade com a gata e a galinha. Cantam músicas de Chico Buarque, brasileiro inspirado que fez da brincadeira dos animais musicais um protesto para o Brasil cantar contra as injustiças e os maltratos dos patrões.

A euforia dos palhaços e do circo chega ao Brasil, com malabaristas e seus objetos voando pelo ar. O mágico tira da cartola surpresas, que vão encantando pessoas até os dias de hoje.
E aqui no Brasil, esta terra de sol, o Circo também deste mesmo astro Rei apresenta o susto do salto mortal, as contorcionistas, o voo das bailarinas, os loucos e seus brinquedos de uma roda só. Os artistas deste luxuoso circo Solar são os saltimbancos que como nômades vêm de todos os cantos do planeta.

O Grande Circo traz para os Pampas a alegria de ser saltimbanco, de ser palhaço e ilusionista, equilibrista, mulheres lindas e mulheres barbadas. O circo vem num grandioso espetáculo apresentando seus maravilhosos artistas, artistas que nos brindam com o sonho , o susto, o êxtase, o suspense e a alegria, o lúdico e a magia.
O Rufar dos tambores aqui majestosamente vem acompanhado de repique e de tamborins. Senhoras e senhores: a alegria chegou! Sou um artista saltimbanco. Trago na minha cartola, na minha memória e no meu coração, lembranças de todos os lugares por onde passei. Sou verde e branco e venho com as minhas cores, encantar, emocionar, fazer sonhar e te convidar a embarcar no grande circo da avenida.

  

  

Anuncie aqui


Anuncie aqui
Regulamento do Carnaval 2015

Confira o Regulamento do Carnaval de Uruguaiana 2015.

regulamento-carnaval
MAPA CARNAVAL
Últimas Fotos

Copyright 2015 - Jornal Cidade | por Bedez